Eu vivo tentando de noite e de dia
Chegar ao requinte no meu versejar
De ter o condão de poder provocar
Choro de tristeza ou de alegria
Sentir-me capaz de fazer companhia
A quem necessite um pranto cessar
Esteja carente e precise abraçar
Quem possa curar com carinho e jeito
A dor que acaso lhe aperte o peito
Nos dez de galope à beira do mar.
PGMorais, cordelista potiguar, 12/7/26.